segunda-feira, 7 de outubro de 2019

De Scooter pelo Douro: N222



Dizem que Setembro é o mês da mudança, muito em parte por causa do início do Outono, porque caem as folhas e há toda uma mudança de cenário (desculpem a redundância), e há até quem ache que, em vez de Janeiro, é Setembro o mês para recomeçar, para fazer uma retrospetiva do ano que passou e de tudo o que ainda deixamos por fazer. Acho que nunca tinha pensado nisso, mas, na verdade. até faz sentido e pensando nisso aproveitámos o primeiro dia deste mês para novas experiências e para fazermos uma das coisas que mais gostamos (eu, especialmente), passear e conhecer novos lugares.
Falando em novas experiências, depois de muita insistência (muita mesmo) o meu homem conseguiu convencer-me a alinhar num passeio na sua nova scooter e a verdade é que gostei, conseguiu conquistar-me e fica-se com uma perspetiva diferente da que temos dentro de um carro, tirando a parte doida de termos feito quase 200km, ou seja, os nosso rabos já não tinham forma nem posição para sentar e tivemos que fazer dezenas de paragens na viagem de regresso. Mas, ok, não pode ser tudo um mar de rosas.


E agora sim, vou contar-vos tudo sobre esta roadtrip pelo Douro...
Aproveitamos o facto de vivermos numa das aldeias por onde passa a Nacional 222, para ser a nossa guia para todo o dia, apenas fazendo uns pequenos desvios. Com certeza já ouviram falar que a N222 foi considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e a melhor para se conduzir e justamente, pois são quilómetros e quilómetros de paisagens soberbas, (quase) sempre com o Douro como linha condutora.
E o primeiro miradouro da nossa viagem, foi logo ali bem pertinho de casa mas que ainda não conhecia (shame on me), o Miradouro de Teixeirô, que faz parte da Rota da Água e da Pedra, Montanhas Mágicas e também da Rota do Românico, onde podemos contemplar o Rio Douro e a foz do Rio Bestança.



Depois desta pequena paragem, ainda fizemos outra em Resende para um segundo pequeno almoço e só depois seguimos até Peso da Régua, uma das cidades mais emblemáticas do Douro, conhecida como a capital da região do Douro Vinhateiro. Aproveitamos para comprar os ingredientes do nosso almoço e para descansar um bocadinho junto às margens do rio.



Depois de Régua, não levávamos nada planeado, apenas aquilo que esta famosa estrada nos fosse presenteando e então surgiu a placa que nos indicava Pinhão e a qual o Tiago tinha curiosidade em conhecer e ainda bem porque é ainda mais bela que a Régua. Fiquei encantada com as montanhas repletas de socalcos que lhe dão este aspeto incrível. No meio de toda esta envolvente, fizemos o nosso pequeno piquenique, pois a fome já começava a apertar.





Depois de Pinhão ainda fizemos uns tantos quilómetros sempre rodeados de vinhas e socalcos de perder a vista, até ao próximo destino, São João da Pesqueira. Aqui o nosso maior interesse era o miradouro de São Salvador do Mundo, situado num santuário de que tanto já tínhamos ouvido falar.
Mais uma vista incrível, como, aliás, todas as que observámos ao longo deste roteiro.



Aproveitamos aqui o fácil acesso às vinhas, para uns belos registos, entre contrastes que faziam pasmar.




Apesar de a nossa vontade ser de continuar, o nosso corpo pedia-nos para regressar e como ainda tínhamos ainda uns belos quilómetros pela frente, decidimos que eram horas de fazer a viagem no sentido contrário.

Fizemos só uma última paragem em mais um miradouro, em Ervedosa do Douro, o Miradouro Frei Estevão, um parque de merendas onde conseguimos vislumbrar o rio Douro e a bela vila de Pinhão.




A região do Douro Vinhateiro foi classificada com Património Mundial pela Unesco e é sem dúvida um lugar imperdível e com muito para explorar. Prometemos regressar ❤

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