sábado, 14 de dezembro de 2019

Regresso às ilhas: Terceira

Quem desse lado seguiu a nossa escapadinha até ao Açores pelo instagram? Se não seguiram, nem sabem do que estou a falar, vou contar-vos tudinho aqui no blog.
Depois de conhecer São Miguel em 2017 e de me ter APAIXONADO pela ilha, literalmente, acreditem, ficou sempre uma vontade enorme de conhecer as restantes ilhas. Tinha a certeza que não me iriam desiludir e, com razão, foram mais uma incrível surpresa.
Terceira, Flores e Corvo em quatro dias. E começamos pela Terceira, que, basicamente, foi o nosso ponto de passagem, pois foi para lá o nosso voo do Porto. Estivemos, aproximadamente, 8 horas na ilha e adoramos o bocadinho que lá passámos. Tínhamos alguns pontos principais que queríamos conhecer e começamos o dia em Angra do Heroísmo, a capital histórica dos Açores, uma cidade colorida, com os "pés" no oceano e com vistas para o Monte Brasil, um antigo vulcão extinto. Como o nosso voo foi de madrugada e comer em viagens com a Ryanair não fica propriamente barato, aproveitamos para tomar o pequeno almoço na cidade num café super giro, o VerdeMaçã. Comemos umas torradas e tostas mistas em bolo lêvedo deliciosas. De estômago cheio, fomos então explorar toda esta verdura, de perder de vista.


Lagoa das Patas, o nosso primeiro spot, um daqueles lugares que nunca tinha ouvido falar , mas que nos apareceu num blog como sugestão e a prima disse logo que tinha que ser um dos pontos do nosso roteiro. Claro que por mim, tudo bem, natureza está sempre na lista, mas fui sem grandes expetativas...e que enganada que estava! O sítio é um encanto e as estradas até lá chegar são rodeadas de autênticas florestas mágicas. E lá estavam os patinhos para nos receber, como o nome da lagoa nos indica.











Claro que, viagens feitas por mim, têm que incluir chuva e esta não foi exceção. Quando nos estávamos a preparar para ir até ao miradouro da Serra do Cume, o céu ficou bem escuro e começou a chover. Adiamos a ida e, entretanto, fomos almoçar, na esperança que a coisa melhorasse e melhorou, não na perfeição, mas o suficiente para nos deixar de boca aberta com tamanha beleza.
É mesmo daquelas vistas soberbas, que nos fazem duvidar se é mesmo real. Posso dizer, com toda a certeza, que é das "varandas" mais bonitas de Portugal.









Deixamos-nos ficar ali algum tempo, a apreciar a tranquilidade e paz que toda esta envolvente nos transmite. De seguida, com mais dois pontos no mapa para riscar, tentámos uma visita ao Algar do Carvão, mas como tinha fila e o tempo já não era muito até ao próximo voo, decidimos que ficaria para o último dia, em que regressaríamos à Terceira para apanhar o voo de regresso ao Porto.
Faltava só um ponto do nosso mapa e como estávamos perto e, à partida, não haveriam filas, ainda demos um saltinho até lá. Aqui encontrámos um pequeno trilho em que podemos observar a saída de gases vulcânicos a altas temperaturas, as famosas Furnas de Enxofre da Terceira. 
Se forem com tempo de chuva, não se esqueçam de levar as galochas, porque fica tudo enlameado.






O dia não terminava por aqui, ainda tínhamos um voo para apanhar até à próxima ilha, mas isso conto-vos num próximo post... Até lá ❤


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

De Scooter pelo Douro: N222



Dizem que Setembro é o mês da mudança, muito em parte por causa do início do Outono, porque caem as folhas e há toda uma mudança de cenário (desculpem a redundância), e há até quem ache que, em vez de Janeiro, é Setembro o mês para recomeçar, para fazer uma retrospetiva do ano que passou e de tudo o que ainda deixamos por fazer. Acho que nunca tinha pensado nisso, mas, na verdade. até faz sentido e pensando nisso aproveitámos o primeiro dia deste mês para novas experiências e para fazermos uma das coisas que mais gostamos (eu, especialmente), passear e conhecer novos lugares.
Falando em novas experiências, depois de muita insistência (muita mesmo) o meu homem conseguiu convencer-me a alinhar num passeio na sua nova scooter e a verdade é que gostei, conseguiu conquistar-me e fica-se com uma perspetiva diferente da que temos dentro de um carro, tirando a parte doida de termos feito quase 200km, ou seja, os nosso rabos já não tinham forma nem posição para sentar e tivemos que fazer dezenas de paragens na viagem de regresso. Mas, ok, não pode ser tudo um mar de rosas.


E agora sim, vou contar-vos tudo sobre esta roadtrip pelo Douro...
Aproveitamos o facto de vivermos numa das aldeias por onde passa a Nacional 222, para ser a nossa guia para todo o dia, apenas fazendo uns pequenos desvios. Com certeza já ouviram falar que a N222 foi considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e a melhor para se conduzir e justamente, pois são quilómetros e quilómetros de paisagens soberbas, (quase) sempre com o Douro como linha condutora.
E o primeiro miradouro da nossa viagem, foi logo ali bem pertinho de casa mas que ainda não conhecia (shame on me), o Miradouro de Teixeirô, que faz parte da Rota da Água e da Pedra, Montanhas Mágicas e também da Rota do Românico, onde podemos contemplar o Rio Douro e a foz do Rio Bestança.



Depois desta pequena paragem, ainda fizemos outra em Resende para um segundo pequeno almoço e só depois seguimos até Peso da Régua, uma das cidades mais emblemáticas do Douro, conhecida como a capital da região do Douro Vinhateiro. Aproveitamos para comprar os ingredientes do nosso almoço e para descansar um bocadinho junto às margens do rio.



Depois de Régua, não levávamos nada planeado, apenas aquilo que esta famosa estrada nos fosse presenteando e então surgiu a placa que nos indicava Pinhão e a qual o Tiago tinha curiosidade em conhecer e ainda bem porque é ainda mais bela que a Régua. Fiquei encantada com as montanhas repletas de socalcos que lhe dão este aspeto incrível. No meio de toda esta envolvente, fizemos o nosso pequeno piquenique, pois a fome já começava a apertar.





Depois de Pinhão ainda fizemos uns tantos quilómetros sempre rodeados de vinhas e socalcos de perder a vista, até ao próximo destino, São João da Pesqueira. Aqui o nosso maior interesse era o miradouro de São Salvador do Mundo, situado num santuário de que tanto já tínhamos ouvido falar.
Mais uma vista incrível, como, aliás, todas as que observámos ao longo deste roteiro.



Aproveitamos aqui o fácil acesso às vinhas, para uns belos registos, entre contrastes que faziam pasmar.




Apesar de a nossa vontade ser de continuar, o nosso corpo pedia-nos para regressar e como ainda tínhamos ainda uns belos quilómetros pela frente, decidimos que eram horas de fazer a viagem no sentido contrário.

Fizemos só uma última paragem em mais um miradouro, em Ervedosa do Douro, o Miradouro Frei Estevão, um parque de merendas onde conseguimos vislumbrar o rio Douro e a bela vila de Pinhão.




A região do Douro Vinhateiro foi classificada com Património Mundial pela Unesco e é sem dúvida um lugar imperdível e com muito para explorar. Prometemos regressar ❤

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Roadtrip Italiana: Cinque Terre, Riomaggiore e Manarola


Hoje vou mostrar-vos o que já vos tinha prometido no último post, mais um bocadinho da minha roadtrip italiana, desta vez com a grande motivação desta viagem, as Cinque Terre. Como já perceberam, eu adoro Natureza e tudo o que seja colorido, ou seja, estas pequenas aldeias "perdidas" algures na costa Riviera em pleno mar Mediterrâneo foram a combinação perfeita para o ponto alto desta viagem e se a isto ainda juntarmos um pôr do sol I-N-C-R-Í-V-E-L, então teremos a cereja no topo do bolo.
Infelizmente esta foi a última paragem do dia e quase não nos sobrou tempo para as saborear, em parte por causa da muita chuva que teimou em cair durante a manhã, acabando assim por comprometer o resto do dia. Mas mesmo assim, o pouquinho que lá passei foi suficiente para me deixar com um sorriso bem rasgado no rosto!


À medida que o dia foi passando, o sol decidiu alegrar-nos com a sua presença e depois de uma pequena paragem em Pisa, fizemos-nos à estrada em direção a La Spezia, uma cidade portuária que seria o ponto de partida para a primeira aldeia: Riomaggiore.


E sabem quando somos crianças e nos levam a um lugar encantado que sempre sonhamos ir? Foi assim que me senti mal que começamos a percorrer as ruelas desta pequena aldeia colorida. Encantada com as cores das suas casinhas, plantadas sobre aqueles penhascos de forma tão deliciosa, o sossego que por ali se vivia, com o mar logo ali aos nossos pés, o sol a raiar sobre nós para nos aquecer naquele final de dia de inverno, já com cheiro a primavera.






Mas ainda esperava por nós a mais belas das surpresas: Manarola, a mais famosa e "cobiçada" de todas elas.

Além de mais uma vez me deixar encantar pelas belas casinhas coloridas amontoadas nas falésias, ainda tivemos a sorte de assistir a este inesquecível pôr do sol. Só faltou mesmo dar pulinhos de alegria!







Infeliz ou felizmente só tivemos tempo de conhecer estas duas aldeias, já que ainda nos faltava a viagem até Verona, onde iríamos pernoitar nos próximos dias, mas assim tenho mais um pretexto (entre muitos) para regressar e me deixar apaixonar pelas restantes aldeias.

Quando visitarem estas pequenas aldeias piscatórias, preparem-se para caminhar em terrenos com um declive um bocadinho acentuado, mas que não custam nada e, provavelmente, também terão que pagar estacionamento, mas no final tudo o que irão encontrar compensa qualquer esforço ❤