quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Madeira dia #1

Começar a semana a falar-vos sobre a viagem à Madeira é só assim...torturar-me um bocadinho, porque, apesar dos muitos contratempos que tivemos relacionados com o estado do tempo durante a nossa estadia, nada se compara a este frio e esta chuva do continente. A sério, eu até acho imensa piada ao outono/inverno, as cores, a lareira acesa, a roupas quentes e fofinhas, a neve, mas quando a chuva teima em prolongar a "estadia" por mais que dois dias, bem, que neura (sim, eu sei, ela é precisa, mas que venha com intervalos mais prolongados).
Prosseguindo com as lamentações, também na Madeira fomos presenteados com chuvinha a qualquer hora, uns raios de sol de longe a longe e o nevoeiro? Bem, esse decidiu que ia lá estar no picos e assim se manteve sempre, ou seja, nada de vistas incríveis por cima das nuvens, nem trilhos (pelo menos nos picos), nem coisa nenhuma.
Uma coisa boa tivemos, e em abundância: comida. Comida típica, variada e deliciosa, mas sobre isso vou dedicar um post, para vos dar a conhecer todos os sítios que experimentamos.
Agora vamos começar o roteiro de 4 dias pela ilha dos túneis e das montanhas. E nada melhor para começar do que mostrar-vos o nascer do sol mais lindo que já assisti (também não posso dizer que tenha assistido a muitos).




Ficamos alojados na Villa Reis em São Gonçalo, uma grande moradia com espaço para todos, já que éramos 7, bem localizada, a aproximadamente 15 min. do centro de Funchal e com umas belas vistas. Conhecidos os aposentos, seguimos em direção ao centro e começamos logo pela "degustação" de frutas exóticas no Mercado dos Lavradores, um lugar que põe à prova todos os nossos sentidos, seja pelas cores das frutas, pelo cheiro dos legumes e do peixe, pelo burburinho de turistas e comerciantes que tentam vender a sua "sardinha" a todo o custo.




Enquanto decidíamos se subíamos até ao Monte de teleférico, fomos abordados por um taxista que nos sugeriu um roteiro, com paragem para almoço num lugar à nossa escolha, e nós lá nos deixamos levar pela cantiga. Valeu a pena, principalmente pelo facto de iniciarmos a descoberta pela ilha com um guia local, com alguém que ali vive e conhece "os cantos à casa", sem GPS, nem roteiros escritos e planeados. 
O primeiro lugar que nos levou foi ao Miradouro do Pináculo, com uma vista incrível sobre a cidade.

Seguimos viagem em direção à Ponta do Garajau, onde fizemos a descida de teleférico até à praia, por 3€.










Aqui encontra-se o Cristo Rei madeirense e também uma espécie de passadiço que termina com umas belas vistas sobre o mar, mas que infelizmente estava vedado.



Paragem para almoço, seguida de uma descida nos Carros de Cesto, uma das atrações mais conhecidas da Madeira, mas que, sinceramente, deixam muito a desejar, não só pelo preço (30€ o casal, um bocado absurdo), mas também porque é uma descida de pouco tempo em que não vês nada de especial. Valeu-nos a simpatia dos carreiros.


Estava terminado o passeio de táxi, que nos devolveu ao ponto de partida, o centro de Funchal, onde partimos à descoberta da Zona Velha e é tão giro percorrer aquelas ruas cheias de vida e de cor.








Próxima paragem: Cabo Girão. O cabo mais alto da Europa, com 580 metros, em que o seu ex-líbris é a plataforma suspensa em vidro. Mas esqueçam!!! As vistas são incríveis, concordo, mas assim que pus um pé naquele vidro, o terror instalou-se no meu corpo e tive que sair dali bem depressa...é vertiginoso. Depois disso mantive-me apenas pelas laterais, que ofereciam, à partida, uma aparente "segurança".




Este lugar estava atolado destes pequenos seres.
Final do dia, já cansados (normal quando o relógio desperta as 2h30 da manhã), ainda fomos até à Ponta do Pargo, conhecer a Garganta Funda, uma enorme cascata. Para lá chegar tivemos que fazer um pequeno percurso a pé e, apesar de ser notória a sua imponência, a cascata trazia muito pouca água, o que lhe tirava um bocadinho a sua grandiosidade.





Claro que, para acabarmos o dia em grande, tivemos que nos ir "lambuzar" de iguarias madeirenses em Câmara de Lobos e acreditem estava tudo divinal. Mas disso falo-vos depois. 
Estejam atentos ❤

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